
O telefone não tocou, estava em minhas mãos, contei os minutos, fiquei inquieta, balancei as pernas enquanto sentia que o ar aos poucos desaparecia.
Respirei fundo, fechei os olhos e formei outra imagem.
A vida não se dá dessa maneira, não com essa loucura.
Caminhei depressa na mesma direção, ao encontro de alguém que me falasse do dia, que mudasse de assunto...
Apertei forte as mãos, me contive, as horas passaram lentamente, mas finalmente passaram.
É o único modo de aprender.
É muito mais que superar limites, um passo a frente que pode me levar muito mais longe, que pode me trazer de volta a vida de sempre, a vida de antes.