Nostalgia...
Hoje, como de costume, ao chegar da faculdade vim para o quarto, liguei o computador e a televisão que noticiava o falecimento da atriz Nair Bello, minutos depois outra notícia é dada: Sandy e Junior anunciaram esta manhã o fim da dupla.
Uma espécie de nostalgia surgiu ao ver a matéria.
Admito, já fui fanática pela dupla, já fiz pastas, já gravei novela, seriados e todos os programas possíveis.
Hoje, tudo isso passou; não sou mais fã, não leio notícias, não ouço as músicas, mas não há como negar que lembrar de Sandy e Junior é lembrar da minha infância e de boa parte de minha adolescência.
Apesar de ser um gosto criticado por muitos, não me arrependo de nada.
Fanatismo é uma coisa boba, engraçada, faz você sonhar e na dose certa proporciona momentos felizes.
Você vai aos show e torce para o tempo parar um pouquinho, sente uma energia, emoção e adrenalina jamais sentidas em outras situações. São sensações simples, mas que se tornam inesquecíveis.
É bom ter sua época de tiete, é uma fase, e como as outras devem ser aproveitadas ao máximo.
A minha durou alguns bons anos, e determinadas músicas me remetem à algumas lembranças da minha vida, seja aquela festinha com as amigas de infância, embaladas ao som da dupla, com direito a pequenas interpretações; seja aquela viagem a praia com uma grande amiga, muitos anos depois; ou aquela música pop romântica que te lembra o primeiro menino pelo qual se apaixonou.
Além disso, o fanatismo me rendeu mais do que bons momentos, me trouxe amizades lindas e eternas.
Sandy e Junior marcaram diferentes fases da minha vida, e por isso não tenho vergonha de admitir meu gosto antigo e dizer que a nostalgia veio, e com força: A dupla que marcou boa parte da minha vida não existe mais.
O sentimento é mesmo de saudades de tudo aquilo que foi, das épocas lindas que vivi, mas que tenho certeza: aproveitei ao máximo.